domingo, novembro 15, 2009

Eu encontrei, quando não quis, mais procurar o meu amor

Ultimo Romance (Los Hermanos)

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei

e ninguém dirá
que é tarde demais
que é, tão diferente assim
do nosso amor
a gente é quem sabe, pequena
ah, vai me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..

eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar

ah vai me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar

Dois anos e alguns meses sem escrever, volto eu aqui. A vida, ao mesmo tempo que continua a mesma, mudou 180 graus. Sim, eu ainda moro no mesmo lugar, no mesmo quarto, com as mesmas pessoas. Vi alguns shows bacanas, li bons livros, vi bons filmes. Mudei de trabalho umas três vezes, mas nada que possa ser considerado como excepcional. Mas como diz a letra acima dos Hermanos (banda que acabou neste meio tempo e da qual sinto falta), "eu encontrei-o e quis duvidar, tanto clichê, deve não ser"...

sim, estou amando. 24 horas por dia, 7 dias na semana, desde o dia 23 de agosto de 2009. Mini flashback - tenho um grupo de amigos que há 3 anos, se reúne todo ano e vai para o festival da pinga, em Paraty (RJ). É um final de semana de pinga, música, festa, azaração. De tanta animação, o grupo cresce a cada ano. E foi assim que o Bode apareceu...

Amigo de amigos em comum, ele foi pensando em encher a cara, e só. Eu, acostumada com foras que a vida andava me dando, também fui só pensando em um final de semana com amigos, bebendo ótimas pingas, falando bobagem, e só. E no churrasco sábado a noite, o papo começou: música, cinema, viagens, cervejas, pingas, bla, bla, bla. Aquele metaleiro, de cabelo grande e cara bonachona, apesar da (pouca) idade, era até bem interessante. Até ai, morreu Neves, por que isso é frequente na minha vida: encontrar gente interessante, mas que no final, nada rola.

Mas o nível alcóolico subiu, e ele (que depois confessou que ficou interessado, mas estava com medo de falar) chegou junto, rolou aquele "encontro" comum em qualquer naite, que durou até domingo. Confesso que gostei, mas que não levava fé na continuidade da parada.

Até que rolou um segundo encontro no rio, telefonemas e emails diários, terceiro encontro, quarto, quinto... Estar juntos já era uma necessidade... E o moço foi mostrando que era mais que um ficante, mas sim um companheiro - aturava todas minhas reclamações da profissão, incentivando nas provas e estudos, apoiando planos loucos para a vida.

Três meses são poucos para dizer que algo é definitivo, mas tudo aponta para uma bela convivência. Ao som de AC/DC, U2, Chico Buarque e degustando Guinness e Murycana...

domingo, julho 29, 2007

poupando e planejando o futuro

Relendo o post anterior, vi que realmente este blog precisava de uma atualização. Pelo menos uma coisa na vida mudou - Emprego novo, ebaaaaa!!!!!!!!! :-)
Usando um jargão da profissão (jornalismo), mudei de lado do balcão, passando de repórter a assessora. A experiência tem sido boa, com seus altos e baixos, e eventos emocionantes, já que estamos no meio (agora final) dos jogos panamericanos.

Mas o "bicho mochileiro" anda coçando... A pior coisa de mudar de trabalho foi perder as férias deste ano... Agora o jeito é esperar o ano que vem para colocar o pé na estrada novamente, seja só por um mês, ou por mais tempo... Vamos ver...

O jeito agora é poupar, planejar e sonhar...

sábado, abril 14, 2007

De volta a casa um

Às vezes eu acho que a minha vida é um grande Banco Imobiliário, Jogo da Vida ou um destes jogos de tabuleiro intermináveis que a gente (minha geração) adorava jogar na adolescência. Quando eu acho que as coisas estão andando e vou conseguir avançar, algo acontece e lá vou eu pra casa um...

Estou cansada e não consigo me empolgar para tocar um projeto legal. Vejo todos ao meu redor animados com o que fazem, e eu ligada no piloto automático, com a cabeça nas nuvens. Fico pensando em tentar novamente o mestrado nas Ilhas Brits, finalmente sair da casa dos pais, trocar de trabalho, finalmente fazer o que gosto, mas sei lá, tudo parece tão difícil...

O irlandês pisou na bola e coloquei na geladeira, e isso contribui mais ainda pra ficar pra baixo. Putz, quando é que eu vou crescer?

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Eu não sou daqui, marinheiro só...

Alegria de pobre dura pouco, já diz um velho ditado... Se em alguns posts abaixo eu celebrava minha profissão, agora estamos de mal. Todo dia é um suplício ir ao trabalho, já sabendo de antemão o que vai acontecer, o que eu vou fazer, etc. Tempos Modernos de Chaplin, saca? A impressão que eu tenho é que meu corpo ainda está no Rio de Janeiro, neste esquema casa - trabalho - casa. Mas a cabeça e o coração querem sair correndo, e já se encontram zanzando pelo Velho Mundo.

Minha paixão pela Europa (UK para ser mais precisa) é antiga, vem pelo menos dos meus 15 anos. Enquanto todas as minhas amigas pediam viagens a Disney ou bailes de debutantes aos pais, eu queria um presente simples - 30 dias na Inglaterra estudando inglês, em um intercâmbio. Mas quis o destino que este sonho não se realizasse por falta de dinheiro. Só fui acertar minhas contas com a terra de D. Elizabeth 11 anos depois, quando finalmente eu conseguir mochilar pela primeira vez. Ainda não sei como voltei (acho que foi o ingresso do U2 queimando na bolsa), depois de cinco dias êxtasiada em Londres. Eu senti o tal do "London Calling". Aquele era o meu lugar.

Outras coisas foram acontecendo para me dar este sentimento, e o senhor irish foi a última gota. Estou traçando rotas com rumo ao bom e velho mundo, e espero concretizá-las em breve, até o início de 2008.

Vamos ver como a coisa anda. Novidades quando se tornarem mais concretas!

kisses!

sábado, janeiro 27, 2007

ei, alguém viu o manual por aí?

Uma das minhas frases favoritas nas sessões de análise (sim, eu frequento o consultório de psicologia há 7 ou 8 anos - de perto ninguém é normal) é "dava tudo por um manual de instruções..." Este nosso final de século XX e princípio de XXI só trouxe problemas, pra quem fica entre duas personas - ao mesmo tempo que sou aquela mulher independente, que viaja sozinha para onde quer (e onde o dinheiro dá), que dá o rumo para a vida profissional, cria e executa projetos bacanas, se diverte com os amigos e volta sozinha às 6 h da manhã sem problema; em algum canto desta zona chamada cérebro (alguém ainda acredita na lendinha do coração????), tem uma mocinha romântica, esperando o príncipe encantado, que vai tirar desta agitação e começar a executar o plano básico - casa e filhos - que toda mulher (pelo menos 99,9% delas) deseja.

Claro que algumas adaptações pós modernas são aceitas (inclusive desejadas) - não precisa casar na igreja, mega festa, coisa e tal. Acho que sendo um cara legal, que goste de mim e dos filhos, e que continue com seus sonhos e projetos pessoais, tá de bom tamanho, pois é isso que eu tenho para oferecer em troca. Não quero um marido (acho engraçado que em espanhol, "esposa" é algema), quero um parceiro, alguém pra dividir alegrias, somar forças, aprender juntos a viver, rir e chorar. Ficar velhinhos juntos, vendo filhos e netos crescerem, como meus casais favoritos fizeram e fazem até hoje.

De vez em quando, esbarro em "candidatos em potencial", mas não consigo ler os sinais. Acho que vim com o desconfiômetro quebrado de fábrica. Quando me interesso por alguém, fico travada, e ao mesmo tempo, "exigindo" uma definição - afinal, o que acontece entre nós?

Isso está acontecendo agora. Depois de retomar uma história antiga (com todos os elementos de literatura romântica) e de um final de semana mágico, não há definição do que realmente aconteceu (ou acontece?) entre nós. O fator distância é o pior inimigo, mas eu acredito que quando um não quer, dois não brigam (ou ficam juntos). Só que na terra da Rainha, ninguém ainda se prontificou a dizer o famoso "não rola, bla, bla, bla" (ou quem sabe dizer algo mais romântico, do tipo te amo), pra que as nóias aqui na terra do Samba parem. A internet está ai para isto, encurtar distâncias, então vamos usá-la!

Passei a manhã toda me ocupando para não pensar nele, e não tomar atitudes como pegar o skype e ligar. So far, so good. Mas sempre com um olho no gmail, pois eu "anunciei" que ia ligar, com um email (não respondido até agora) na tarde de ontem.

Como boa libriana, fica a dúvida - ligo ou não ligo? Cartas para a redação!

sábado, dezembro 16, 2006

Para lembrar das escolhas e seguir em frente

São momentos assim que me fazem lembrar o por quê de ter escolhido o jornalismo... Finalmente publiquei uma matéria no caderno de cultura do Jornal do Commercio (onde eu escrevo sobre marketing e gestão) sobre a minha banda querida (ganha um doce quem adivinhar, hehheeh). No mesmo dia, chegou a YRB, uma revista gringa e trendy, na qual deixei meu relatozinho sobre o ano novo na minha cidade maravilhosa. Ficou lindo, me senti a jornalista internacional...

Yupiiii! Feels so good being a journalist...

Aproveitem o U2, depois eu tento postar a outra aqui.


:: Artes e Espetáculos

Música
U2 comemora 30 anos com CD, DVD e biografia

GABRIELA GODOI
DO JORNAL DO COMMERCIO

Bandas de garagem são um produto comum do rock, o primeiro passo para o início da profissão. Agora, chegar ao sucesso, depois de 30 anos de carreira, com a mesma formação, emplacando hits nas rádios, vendendo CDs e lotando estádios pelo mundo, não acontece a todos. Os meninos classe média do norte de Dublin, reunidos em uma cozinha, começaram uma história que dura até hoje.

Bono (Paul Hewson na certidão de nascimento), The Edge (David Evans até 1976), Larry Mullen jr. e Adam Clayton, amigos e companheiros de banda desde 1976, aproveitam a data para revisar a carreira em CDs, DVDs e uma biografia autorizada.

O primeiro lançamento deste ano comemorativo foi a biografia U2 by U2, escrita a dez mãos pelos integrantes da banda e pelo jornalista Neil McCormick, editor da Hot Press, publicação irlandesa sobre música. O designer Steve Averill, que produziu o primeiro pôster da banda em 1977, cuidou do visual do livro. Todos eram colegas na Mount Temple School, onde tudo começou quando Larry Mullen, aos 14 anos, colocou um bilhete no quadro de avisos da escola, e assim começou a história de uma das bandas mais populares da segunda metade do século 20 e que encerrou no último sábado sua Vertigo Tour, que passou pelo Brasil em fevereiro.

Apresentando mais de 1.500 imagens, incluindo fotografias nunca antes publicadas de arquivos pessoais da banda, esse peso de 350 páginas conta a história do U2 da perspectiva daqueles que a sabem melhor - e a trazem diretamente até 2006. O livro parece um álbum de família, com fotos dos casamentos dos pais, fotos de infância, que em algum ponto se torna um registro dos últimos 20 anos do rock mundial, contando a história de uma banda que lota estádios, ganha prêmios e ainda mobiliza milhares de pessoas para ações humanitárias.

Se a capa mostra quatro adolescentes que mergulham no turbulento mar do hit parade, a contracapa mostra as costas de quatro executivos de meia-idade, ainda no topo.

"A história do U2 é extraordinária e nós estamos orgulhosos de estar publicando este livro", disse Trevor Dolby, diretor de Publicação da Harper Collins Entertainment, ao site oficial da banda. "U2byU2 é um livro não apenas para os fãs, mas para qualquer um interessado em música e na cultura moderna".

Mas o livro não veio sozinho, dois DVDs e um CD completam o pacotão de aniversário do quarteto irlandês. O primeiro lançamento foi o registro da histórica tournê Zoo TV, baseada no álbum Achtung Baby (1992), que para muitos fãs e críticos da banda, foi uma marca na carreira do U2. Se antes de Achtung Baby, a banda era vista como um grupo de roqueiros de inspiração americana e letras politizadas, com o lançamento, com o trabalho produzido em Berlim, durante a queda do Muro de Berlim, mostrou um novo U2: letras que buscavam retratar o nascimento de uma nova Europa, mais tecnológica, mais midiática. Os quatro irlandeses decidiram criar um show que causasse comoção e impressionasse platéias, lotasse estádios. Conseguiram, a Zoo TV arrastou multidões pelo mundo.

O CD lançado só traz uma música nova, para tristeza dos fãs. U2 18 singles é uma coletânea que resume as duas edições best of lançadas anteriormente, cobrindo as décadas de 80 e 2000. As novidades aparecem na inclusão de algumas músicas do último álbum How to Dismantle an Atomic Bomb, de 2004; uma cover de uma obscura banda escocesa; The Skids, em parceria com o Green Day e a inédita Window in The Skies.

Os lucros vindos da execução e comércio da faixa The Saints are Coming serão revertidos para o projeto Music Rising, capitaneado pelo guitarrista The Edge e o vocalista do Green Day, Billy Joe Armstrong, para arrecadar fundos para os músicos que perderam tudo com o furacão Katrina, que atingiu a cidade de Nova Orleans em agosto de 2005.

Dezesseis faixas foram retiradas de suas gravações originais, cobrindo o período de 1980, quando Boy anunciou a chegada do U2 ao mundo até o atual. É interessante perceber a evolução dos meninos que cantavam pela paz na Irlanda, em hinos como Sunday Bloody Sunday (do álbum War, 1983), aos senhores de meia idade que relatam seu relacionamento com o pai, em Sometimes You Can´t Make It On Your Own (do How to Dismantle an Atomic Bomb, de 2004). Ironicamente, faltam representantes dos dois álbuns menos expressivos da banda - Pop, de 1997 e Zooropa, de 1993.

As duas novas músicas foram gravadas em um local especial, até mesmo sagrado - os estúdios de Abbey Road, em Londres, o mesmo lugar onde os Beatles gravaram. A produção ficou por conta de Rick Rubin, que já cuidou dos discos de Johnny Cash, Red Rot Chilli Peppers e o solo de Mick Jagger, Wanderspirit. Para acompanhar a seleção de canções, o U2 também lançou o DVD U2 18 videos, com a mesma lista de músicas do CD, um registro interessante da passagem destes 30 anos, para os meninos que começaram em uma cozinha no norte de Dublin e que hoje levam multidões aos estádios, participam de campanhas pelos países africanos e pelos desabrigados americanos de Nova Orleans.

Bono, que divide o vocal do U2 com suas campanhas pró-Africa, refuta a idéia que muitos fãs têm que o U2 está na estrada para salvar o mundo em sua primeira intervenção no livro.

" Há quem diga que entrei para o U2 para salvar o mundo. Eu entrei para o U2 para me salvar. Por vezes, encontro gente na rua que me aborda como se eu fosse o Mahatma Gandhi. E quando alguém diz: "Ave, homem de paz!", consigo ouvir o Larry rindo baixinho: "Está com muita sorte por não ter levado uma cabeçada."", finaliza.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Por que eu odeio U2...

Na verdade, é por que eu amo U2... Eles sempre tem a letra certa pro momento certo... saudades de um irlandês...

Window In The Skies (U2)

The shackles are undone
The bullets quit the gun
The heat that’s in the sun
Will keep us when there’s none
The rule has been disproved
The stone it has been moved
The grave is now a groove
All debts are removed

Oh can’t you see what love has done?
Oh can’t you see what love has done?
Oh can’t you see what love has done?
What it’s done to me?

Love makes strange enemies
Makes love where love may please
The soul and its striptease
Hate brought to its knees
The sky over our head
We can reach it from our bed
You let me in your heart
And out of my head, head…

Oh can’t you see what love has done?
Oh can’t you see what love has done?
Oh can’t you see what love has done?
What it’s done to me?

Oh, oh, oh, oh…Oh, oh, oh, oh…
Please don’t ever let me out of you

I’ve got no shame, oh no, oh no

Oh can’t you see what love has done?
Oh can’t you see?
Oh can’t you see what love has done?
What it’s doing to me?

I know I hurt you and I made you cry
Did everything but murder you and I
But love left a window in the skies
And to love I rhapsodize
To every broken heart
For every heart that cries
Love left a window in the skies
And to love I rhapsodize